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Aperto nas contas marca primeiros 100 dias de governo Sartori

Medidas mais significativas do peemedebista foram dois decretos para reduzir despesas


Nos cem primeiros dias de governo, Sartori foi assíduo na abertura de feiras e eventos, como a Vindima, em Bento Gonçalves Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

Eleito sob a desconfiança de que não tinha propostas, sentimento reforçado por suas evasivas nos debates e entrevistas, o governador José Ivo Sartori chega ao centésimo dia à frente do Piratini com o freio de mão puxado. Suas medidas mais significativas foram dois decretos para reduzir despesas.
A crise financeira, que trouxe consigo a ameaça de atraso de salários, foi praticamente a única nota tocada. Somente oito projetos pouco expressivos foram enviados à Assembleia, a bandeira prioritária do governo não foi apresentada e Sartori, entre silêncio e frases poucos esclarecedoras, segue enigmático.
Dois grupos se destacam na análise sobre os cem dias. O primeiro, que inclui oposicionistas, sindicalistas e peemedebistas descontentes, entende que o governo ainda está perdido, sem saber o que fazer para driblar as dificuldades impostas pela situação financeira deficitária.
O segundo, integrado por aliados e líderes empresariais, acredita que o período inicial foi utilizado para um profundo diagnóstico e preparação de medidas de reforma fiscal. Os defensores dessa tese apontam, ainda, que o comportamento de Sartori, agregado à caravana criada para espalhar pelo Estado os relatos sobre a falta de dinheiro, são parte de uma estratégia para obter apoio da população e pressionar os deputados estaduais a aprovarem medidas amargas de ajuste de contas.
— É um governo que ainda não disse à sociedade a que veio. Até agora, só se esgaçou a questão financeira, dizendo que não tem como pagar — avalia um prócer
peemedebista.

Fonte: Zero Hora