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Governo Sartori faz acordo para quitar parte de dívidas com hospitais e municípios

A medida não resolverá o problema integralmente, mas irá assegurar a continuidade dos atendimentos


Um acordo costurado nesta semana com a Secretaria da Saúde garantirá o pagamento de parte de dívidas do governo estadual com municípios e hospitais filantrópicos.
A medida, dizem os responsáveis pela prestação do serviço, não resolverá o problema integralmente, mas irá assegurar a continuidade dos atendimentos, exames e distribuição de medicamentos.
Os valores devidos — R$ 255 milhões aos hospitais beneficentes e santas casas e R$ 208 mihões aos municípios — se referem a repasses constitucionais e convênios para financiar os atendimentos pelo SUS. O débito atual foi acumulado com atrasos em 2014, ainda na gestão do ex-governador Tarso Genro.
Na segunda-feira, o secretário da Saúde, João Gabbardo, se reuniu com representantes dos hospitais. Ficou acertado que um depósito de R$ 78 milhões será feito nesta sexta-feira, restando ainda um passivo de R$ 177 milhões.
— Estávamos muito apreensivos, mas a situação acalmou. Se o Estado cumprir o compromisso de repassar esse valor na sexta, as instituições seguirão operando normalmente — diz Jairo Tessari, superintendente da Federação das Santas Casas.
Em reunião na terça-feira com o governador José Ivo Sartori e secretários estaduais, o presidente da Famurs, Seger Menegaz, ouviu a afirmação de que "não havia prazo para pagamento". Com a repercussão negativa entre prefeitos, o governo voltou atrás e procurou a Famurs nesta quarta-feira para acenar com um acordo: transferir às cidades na próxima quarta-feira o montante de R$ 45 milhões, referentes aos atrasados de dezembro.
— Creio que não resolverá, mas, momentâneamente, manterá o serviço funcionando — afirmou Seger.
Embora a tendência seja de continuidade do atendimento, há casos pontuais de prejuízo. A prefeitura de Morrinhos do Sul, por exemplo, avisou à Famurs que deixará de fazer exames do SUS no laboratório da cidade. Também há registros, ainda parcos, de falta de medicamento nas farmácias.
Tantos os municípios quanto os hospitais ressaltam que as dificuldades financeiras são crescentes também pelos atrasos nos repasses de recursos do governo federal.

Fonte: Zero Hora