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Lava Jato pode ser usada contra Dilma, diz Procuradoria Eleitoral

Para procurador, não há irregularidade no compartilhamento dos dados das investigações


Foto: Marcelo Camargo /Agência Brasil

O vice-procurador-geral Eleitoral, Eugênio Aragão, enviou parecer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) defendendo o uso de provas da Operação Lava Jato em uma das ações nas quais o PSDB pede a cassação dos mandatos da presidente Dilma Rousseff e do vice, Michel Temer. A manifestação chegou ao tribunal no dia 5 de fevereiro.
Para o procurador, não há irregularidade no compartilhamento dos dados das investigações. No entanto, Aragão sugeriu que, antes de pedir documentos específicos, o tribunal deve ouvir testemunhas.
"A Operação Lava Jato compreende algumas centenas de autos, a repercutir em enorme complexidade de análise e de pesquisa que envolva todos estes processos. Além disso, nem todos os documentos listados guardam relação direta com os fatos sob investigação nestes autos, pelo menos na extensão pretendida pelos requerentes", argumenta o procurador.
Na ação, a defesa da coligação da presidente alega que as informações da Lava Jato não podem ser emprestadas para o andamento do processo eleitoral.

Fonte: Agência Brasil