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Líderes defendem redivisão da comissão de impeachment após troca-troca de siglas

PT e PMDB detêm maior número de representantes na Câmara


Foto: Ananda Borges / Câmara dos Deputados / CP

A janela para troca-troca partidário sem risco de cassação por infidelidade partidária poderá ter efeitos também na comissão especial do impeachment na Câmara. Caso o Supremo Tribunal Federal (STF) mantenha o rito do processo estabelecido no ano passado, líderes de alguns partidos tanto da base como da oposição pretendem propor uma nova divisão das 65 vagas do colegiado, com base no novo tamanho das bancadas após as trocas de legendas.
A ideia vem sendo defendida, nos bastidores, por parlamentares de partidos que têm a expectativa de terminar a janela partidária, em 18 de março, com saldo positivo, ou seja, ganhando mais do que perdendo parlamentares.
Entre tais partidos estão PP, PSD e PSDB. No PP, por exemplo, a expectativa é de perder dois deputados, mas ganhar de oito a 10 parlamentares. Já o PSD deve perder dois deputados e ganhar outros nove, ficando com saldo positivo de sete novos membros. Com a proposta, os partidos buscam mais espaço político e, principalmente, mais força para tentar ajudar o governo a barrar o impeachment, no caso da base aliada, ou para aprovar o parecer pró-impeachment na comissão, como os opositores.

Fonte: Correio do Povo