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Milho: Após altas de mais de 25% desde o início do ano, preços recuam no mercado interno

pós a valorização do último pregão, os futuros do milho negociados na BMF&Bovespa operam em queda nesta sexta-feira (21).


A situação também se repete no mercado interno e na região de Campinas (SP), a saca de 60 quilos que era negociada a R$ 35,00 no final de fevereiro, recuou para R$ 32,00.

De acordo com o levantamento da Scot Consultoria, os preços no mercado interno recuam desde o início do mês de março. O avanço da colheita da safra de verão e a evolução da semeadura da safrinha exerceram pressão negativa nas cotações no mercado.

O economista da Granoeste Corretora de Cereais, Camilo Motter, explica que depois das altas de mais de 25% nos preços desde o início do ano, a tendência é de estabilidade nos preços. As cotações apresentaram uma valorização expressiva após as adversidades climáticas que afetaram o rendimento das lavouras em importantes regiões produtoras na safra de verão, especialmente São Paulo e Minas Gerais.

“Vamos ter uma quebra de mais de 2 milhões de toneladas na primeira safra e uma redução pouco mais significativa na safrinha, o que manteve os preços elevados. E os preços no interior inibem uma exportação mais competitiva nesse momento, a indústria está garantida nesse momento”, relata Motter.

Bolsa de Chicago

As cotações futuras do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) terminaram a sessão em campo misto, próximos da estabilidade nesta sexta-feira (21). Os primeiros vencimentos fecharam o pregão com ligeiras altas, entre 0,25 e 0,50 ponto, já os mais distantes exibiram leves quedas, entre 0,50 e 0,75 ponto. O contrato maio/14 era cotado a US$ 4,79 por bushel.

Segundo analistas, as primeiras posições foram sustentadas pelo anúncio de vendas de milho norte-americano, cerca de 340 mil toneladas para o Egito, feito pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Em contrapartida, os mais longos foram pressionados negativamente pelas quedas registradas nos contratos vizinhos da soja e do trigo, que terminaram a sessão com perdas expressivas.

Ainda assim, no curto prazo, a tendência é que os preços continuem operando com volatilidade, com oscilações entre os lados positivo e negativo da tabela. E, somente, após a divulgação do novo relatório do órgão norte-americano, no dia 31 de março, os preços tendem a definir uma direção.

O consultor de mercado da FCStone, Glauco Monte, destaca que os investidores aguardam esses importantes números dos estoques trimestrais e também a confirmação do tamanho da safra norte-americana 2014/15. Atualmente, mesmo diante das exportações dos EUA aquecidas, os números dos estoques do país acima do esperado pelo mercado têm limitado as altas nos preços do cereal. “Temos cotações do milho mais altas, porém ainda abaixo da média dos dois anos anteriores”, diz.

Em relação ao clima nos Estados Unidos, o consultor afirma que ainda é cedo para saber se a situação irá afetar a evolução do plantio no país. Durante essa semana, as previsões de clima mais frio para importantes regiões produtoras do cinturão produtor norte-americano impulsionaram os preços do cereal em Chicago.

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