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Pelo Twitter, Tarso Genro critica medida de Sartori no governo do RS

Tarso transmitiu cargo a Sartori no dia 1º


Foto: Reprodução/RBS TV

Três dias após transmitir o mandato de governador do Rio Grande do Sul a José Ivo Sartori (PMDB), Tarso Genro (PT) se manifestou sobre a primeira medida do sucessor, a suspensão por seis meses do pagamento de dívidas da gestão anterior e de nomeações para concursos públicos. Por meio de sua página do Twitter, o ex-governador criticou o decreto assinado um dia após a posse, e repetiu uma expressão que já usou durante a campanha pela reeleição, de que o atual chefe do Executivo recebeu uma "procuração em branco".
"Sartori, repito, recebeu procuração em branco. O que devemos é, mais tarde, verificar os reais efeitos do mandato que recebeu, para o estado", escreveu.
Além de questionar a medida, o governador criticou, de modo geral, as políticas de contenção de despesas. "O aprofundamento do debate ajuda a deixar claro o verdadeiro sentido das políticas de austeridade. Em todo o mundo. Em todas as regiões", escreveu o governador, que também questionou a imprensa. "Se fosse eu, a mídia que está em 'dúvida', diria, sem dúvida, que era calote", afirmou.
Na tarde da última sexta (2), um dia após assumir o governo, Sartori assinou um decreto suspendendo despesas deixadas pelo governador Tarso Genro, os chamados "restos a pagar", por um período de seis meses. Novos concursos e nomeações de aprovados também foram suspensos pelo mesmo período, na primeira de uma série de medidas que devem ser adotadas pelo governador José Ivo Sartori para cortar gastos no Executivo.
O documento adia o pagamento a fornecedores que prestaram algum tipo de serviço ou produto ao governo na gestão de Tarso Genro. O objetivo é economizar para fazer caixa e poder pagar salários de servidores e outras despesas fixas do Piratini. O decreto também atinge a contratação de servidores, consultorias, gastos com imóveis, passagens aéreas e diárias em órgãos da administração estadual, incluindo secretarias e autarquias.
A medida entra em vigência a partir da publicação no Diário Oficial do Estado, hoje segunda-feira, dia 5 de janeiro.